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PRECONCEITO

Suspeito de matar modelo Murilo Rezende pode ser skinhead

O principal suspeito do assassinato do modelo Murilo Rezende e do analista de sistemas Eugênio Bozola em um apartamento na rua Oscar Freire, nos Jardins, região nobre de São Paulo, Lucas Rosseti, 21, tem símbolos ligados aos skinheads tatuadas pelo corpo.

Em fotos feitas em 10/09, dia em que Rosseti foi preso, é possível identificar a reprodução de imagens como soco-inglês, caveiras e a bandeira nacional rodeada por machados. A polícia investiga se ele tem envolvimento com facções radicais.

Dias antes do crime, Rosseti chegou a escrever em sua conta no Twitter que “estava infiltrado no mundo gay”.

– “Ainda bem que homofobia não é crime”, escreveu.

Ele também fez apologia à violência e intolerância:

– “Acordei com vontade de cometer um crime. O de pena mais longa”, afirmou. “To com vontade de agredir alguém. Candidatos?”

As vítimas foram mortas a facadas no apartamento de Bozola, que hospedava o modelo e Rosseti.

Rosseti foi indiciado como principal suspeito e responderá ao processo preso. Ele teve a prisão decretada pela justiça no final do mês passado.

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CARTA

‘Não sou o monstro que dizem’, relata suspeito da Oscar Freire

– “Minha principal intenção ao escrever esta, é tentar deixar claro para a sociedade que eu não sou o monstro que muitos dizem que sou”, afirma Lucas Rosseti, 21, em uma carta escrita em duas folhas de caderno e numa caixa de cigarros de dentro da carceragem do 77º Distrito Policial, em Santa Cecília, no Centro de São Paulo. Nesta sexta-feira, 9,  acontece a reconstituição do crime com a participação do suspeito.

No manuscrito, o jovem, preso por suspeita de matar a facadas o analista de sistemas Eugênio Bozola, de 52 anos, e o modelo Murilo Rezende, de 21, dentro de um apartamento na Rua Oscar Freire, nos Jardins, na capital paulista, em agosto.

Na carta entregue aos advogados Frederico Borges, Leonardo Borges e Cesar Augusto Moreira, Rosseti volta a alegar legítima defesa para ter matado Bozola, assim como já havia declarado em seu depoimento à Polícia Civil. Também negou ter assassinado Rezende, que, segundo o suspeito, foi morto pelo analista.

– “Eu não tinha motivo algum para matar aquelas pessoas. Se eu tirei a vida de uma pessoa, foi para proteger a minha. Gostaria de deixar claro para a família do Murilo. Peço que não me encarem como um assassino e que não sintam ódio de mim, pois assim como Murilo, eu só sou um jovem cheio de sonhos que nunca causaria um mal desses a ninguém”, escreve Rosseti, segundo seus advogados informaram à reportagem.

Em outro trecho da carta, o jovem afirma que “queria estar morto no lugar daquelas pessoas”, se referindo ao analista e ao modelo. Ele ainda diz que nunca teve nenhum relacionamento homossexual com Bozola e Rezende. Segundo testemunhas ouvidas pela polícia, o analista era gay.

Rosseti diz que sua vinda a São Paulo foi “totalmente profissional”. Ele escreve que Bozola prometeu ajudá-lo nisso e, por esse motivo, deixou Igaravapa, no interior de SP, para ir até a capital paulista, onde ficou hospedado no apartamento do analista.

– “Existia sim dentro de mim um ambição, a vontade de poder ter uma vida boa, mas nada que me motivase a cometer um crime bárbaro como esse”, afirma Rosseti na carta. Com letra de fôrma, o suspeito diz que “sempre foi um adolescente normal”, se “moldando sempre uma pessoa de bem”.

A respeito do cárcere, ele afirma que “nesse atual momento estou sem contato com o mundo lá fora e não sei em qual crime a Justiça pretende enquadrar o meu caso”. Em princípio, Rosseti deverá responder por latrocínio, roubo seguido de morte. Além do automóvel do analista, foram encontrados o computador, objetos pessoais e tênis da vítima com o suspeito em Sertãozinho.

Segundo Rosseti, “os detalhes de todos os acontecimentos serão divulgados através da reconstituição e depoimento oficial” dele. Na tarde desta sexta, a Polícia Técnico-Científica de São Paulo realiza a reconstituição do crime da Oscar Freire.

Reconstituição

Rosseti chegou por volta das 14h20 desta sexta-feira, 9, a cena do crime para participar da reprodução simulada que será feita por peritos do Instituto de Criminalística (IC). O advogado Leonardo Borges acompanha o suspeito.

De acordo com o delegado Maurício Guimarães Soares, da Divisão de Homicídios do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), que apura o caso, a perícia vai reproduzir duas versões: a do suspeito e a da investigação policial.

O DHHP aponta outra versão: a de que Rosseti matou Bozola e Rezende por causa de uma discussão envolvendo o tempo de permanência dele no apartamento do analista. Assim como o modelo, o jovem estava hospedado no imóvel e teria se recusado a sair após uma semana. A família dela mora em Igarapava, interior de São Paulo. Para a polícia, Rosseti teria dopado as vítimas antes de esfaqueá-las.

Contra Rosseti, a investigação possui imagens de câmeras de segurança que mostram o jovem com as vítimas numa pizzaria e numa boate gay da capital paulista.

Os laudos do Instituto Médico-Legal (IML) sobre as causas das mortes do analista e do modelo não tinham sido concluídos até esta sexta. Eles irão apontar se as vítimas foram dopadas.

Rosseti termina a carta pedindo desculpas a sua família e às pessoas que “gostam” dele.

– “Peço que toda sociedade reveja os acontecimentos e procurem saber quem eu realmente sou, apenas mais um jovem sonhador, uma pessoa de bem”, escreve o suspeito. “Tenho muitas esperanças de que tudo vai ficar bem. Que Deus nos ampare sempre”.

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MODELO ASSASSINADO

Polícia prende suspeito de matar modelo Murilo Rezende 

A Polícia Civil de Sertãozinho prendeu nesta segunda-feira o suspeito de assassinar o analista de sistemas Eugênio Bozola, 52, e o modelo Murilo Rezende, 21, encontrados mortos na última terça-feira, 23, em um apartamento na rua Oscar Freire, em Pinheiros (zona oeste de SP).

Lucas Cintra Zanetti Rosseti, 21, o principal suspeito do crime, foi preso por volta das 12h de hoje. Ele estava escondido na casa de duas mulheres em Sertãozinho (333 km de São Paulo). De acordo com a polícia, elas não são parentes do suspeito.

A casa fica no mesmo bairro onde a polícia encontrou na madrugada de domingo o carro de Bozola, levado da garagem do prédio onde houve o crime após os assassinatos.

Informalmente, segundo o delegado Targino Osório, Rosseti confessou ter matado Bozola, mas não Murilo. Ele ainda deve prestar depoimento.

O Honda Civic prata foi encontrado no domingo pela Guarda Civil Municipal, sem placas, abandonado após uma aparente batida em um barranco. O endereço onde o veículo estava fica cerca de cinco quilômetros de distância da casa do irmão de Lucas, Alex Rosseti, e no mesmo bairro onde o suspeito foi localizado.

A polícia de Sertãozinho informou que o chassi do veículo confirma que ele era mesmo de Bozola. O veículo deverá passar por perícia.

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HOMENAGEM

Murilo Rezende | Blue Man

O modelo Murilo Rezende em um dos últimos editoriais de moda para a marca de beachwear Blue Man. O catálogo completo com a coleção PRIMAVERA/VERÃO 2012 sai na semana que vem. As fotos foram feitas em junho deste ano, por Terry Richardson, no Rio de Janeiro, e trazem Murilo ao lado dos modelos Lea T e Marlon Teixeira.

O modelo foi encontrado morto na manhã do último dia 23/08, e o crime ainda está sendo investigado pela polícia. 

– “Depois do choque, uma homenagem: Marcelo Sebá, diretor criativo da Blush Branding que assina o ensaio, informa que a campanha segue como o programado – agora também como forma de relembrar o modelo de uma forma menos dramática do que nas páginas policiais”, informa Lilian Pacce, no blogLP.


O CRIME DA OSCAR FREIRE

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O modelo Murilo Rezende, 21, estava prestes a abandonar a capital paulista quando foi brutalmente assassinado dentro de um dos quartos do apartamento 63, na rua Oscar Freire, 1.380, zona oeste de São Paulo. O modelo, de carreira promissora, tinha planos de retornar ao Rio de Janeiro, onde surgiu como revelação do mundo da moda em março de 2010.

–  “Ele não era homossexual como estão dizendo. Nós estávamos planejando morar juntos. A cada quinze dias ele vinha ao Rio me visitar”, revelou a promoter Jaqueline Sampaio, 40, namorada do modelo.

Há três meses, o jovem mudou-se para São Paulo em busca de novas oportunidades profissionais. Porém, a carreira bem sucedida foi interrompida bruscamente na noite de segunda-feira, 22.

Sérgio Mattos, com quem Murilo trabalhou na agência 40 Graus, confirma a versão: o modelo era amigo do analista de sistemas Eugênio Bozola, 52, também assassinado, e morava temporariamente na casa dele enquanto fazia alguns trabalhos na capital paulista.

– “O Murilo tinha uma carreira promissora. Estava fazendo boas campanhas nacionais e internacionais”, disse.

SUSPEITO

Dopping, asfixia, facadas… especulações.

O que aconteceu dentro do apartamento 63 do edifício Marcia, na rua Oscar Freire, Jardins, ainda é um mistério. Aos poucos a polícia começa a desvendar o crime.

Os investigadores já tem um suspeito: Lucas Cintra Zanetti Rosseti, 21, e que também estava morando de favor na casa de Bozola. Vítima e suspeito teriam se conhecido no interior de São Paulo.

O motivo do crime, conforme os investigadores, seria uma desavença entre eles envolvendo justamente o tempo de permanência do hóspede no imóvel.

O suspeito ainda está foragido. Ele fugiu do local do crime no carro do analista de sistemas, logo após cometer o assassinato. Nas paredes do apartamento, deixou inscrições como CV, ZO e viado. Todas feitas com o sangue das vítimas.

– “Ele tentou dissimular o crime. Queria passar a falsa impressão de que o crime teria sido cometido pelo Comando Vermelho ou por alguém da zona oeste de São Paulo”, afirmou o delegado Mauro Dias.

FIM DE SEMANA

Uma gravação ajudou a políca na identificação. No fim de semana que antecedeu o crime, o suposto agressor, as vítimas e um grupo de amigos foram a uma pizzaria em Higienópolis e, logo depois, a uma boate gay na Zona Oeste.

As câmeras da pizzarria gravaram o momento em que o hóspede agressor entrou no estabelecimento comercial com o analista e o modelo. Também foram requisitadas imagens das câmeras da boate, para onde o grupo foi em seguida.

– “Capturamos essa imagem e ampliamos. Ela bate com o relato do retrato falado feito do suspeito”, revelou o delegado Maurício Guimarães Soares, chefe da Divisão de Homicídios do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), que investiga os assassinatos.

NOITE DO CRIME

Por volta das 21h de segunda-feira, 22, a promoter Jaqueline Sampaio recebeu uma mensagem de texto do modelo em seu celular. Murilo dizia que não se sentia bem e que estava ‘grogue’.

– “Tentei falar com ele mais tarde, umas 22h15, mas não consegui. Liguei na casa do Eugênio e a pessoa que atendeu disse que os dois já estavam dormindo”, afirmou.

Assim como já divulgado pela polícia, ela também acredita que o namorado tenha sido vítima do golpe ‘boa noite, cinderela’, um composto de medicamentos tarja preta e de e uso controlado que misturado à bebidas alcoolicas faz as vítimas dormirem entre 48h e 72h.

Murilo e Bozola não acordaram mais.

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MURILO REZENDE

‘Ele estava no lugar errado, na hora errada’, diz ex-namorada

A frase da ex-namorada do modelo Murilo Rezende, 21, assassinado na madrugada de terça-feira, 24, no apartamento 63, do Edifício Marcia, número 1.380 da rua Oscar Freire, Jardins, zona oeste de São Paulo, reflete um desabafo apaixonado.

Catarina Rodrigues, 24, carioca, estudante, estava decidida. Duas semanas antes do crime, largou tudo no Rio de Janeiro e embarcou para São Paulo. Na capital paulista, a jovem se hospedou na casa de uma amiga. Queria reconquistar Murilo. 

– “Ele era uma pessoa maravilhosa. Não merecia isso. Tinha uma carreira brilhante pela frente”, disse aos prantos, cercada por repórteres, na porta do Instituto Médico-Legal, na região de Pinheiros, momentos após fazer o reconhecimento do corpo que ainda ama.

A jovem acredita que o alvo do assassino era o analista de sistemas Eugênio Bozola, 52, dono do apartamento onde Murilo fora encontrado morto. Mas por quê tanta brutalidade?

– “Ele deviam querer dinheiro ou alguma coisa assim. O Murilo não tinha nada a ver”, acredita.

POR AMOR

Casualidade, destino, despedida. Catarina conversou com Murilo, pela última vez, por telefone ainda na segunda-feira, 22, poucas horas antes do crime.

– “Ele disse que não estava se sentindo bem. Também contou que um amigo do Eugênio estava no apartamento há alguns dias.”

Mas Catarina desconhece a identidade desta terceira pessoa.

– “O Murilo nunca falava muito do Eugênio, por respeito à amizade que tinham. Ele só me disse que esse homem iria embora na terça.”

Murilo e Catarina se conheceram no Rio de Janeiro. A jovem logo se encantou pelo modelo famoso nas altas rodas cariocas por fotografar para catálogos de moda praia e editoriais em revistas de celebridades. O namoro começou em novembro, mas durou pouco. Murilo colocou um ponto final na relação quatro meses depois. Apesar do rompimento, eles mantinham contato.

– “Deixei tudo no Rio para reconquistar o Murilo. Vim por amor. Agora não tenho mais motivo para ficar aqui.”

VIDA NOVA

Amigo de Murilo, o modelo Ramirez Allender compartilha da mesma opinião: acredita que o crime tenha sido motivado por vingança contra Bozola.

– “Tenho certeza que ele estava no lugar errado, com a pessoa errada, na hora errada e não motivou um crime brutal como esse. Não sei o que o dono do apartamento fazia, se tinha problemas ou não, mas se alguém motivou essa vingança foi ele.”

Murilo e Allender se conheceram em um evento de moda, em abril deste ano. Na época, Murilo contou que sairia do Rio de Janeiro para morar em São Paulo com um amigo até encontrar outro colega para dividir apartamento.

– “O Murilo namorava, mas tinha terminado. Só que ele chegou a ligar para ela horas antes de morrer dizendo que havia sido dopado e que estava mal. Ele não usava drogas, nem era uma pessoa violenta. Só foi morar com Eugênio porque não tinha como bancar um apartamento sozinho em São Paulo.”

Allender também mora na capital paulista. Mas devido a um compromisso profissional, está em Savaldor, Bahia. E não acompanhará o enterro do amigo.

RETRATO FALADO

A Polícia Civil deve divulgar nesta quinta-feira, 25 um retrato falado do suspeito do duplo homicídio. O retrato falado foi feito com base nos depoimentos prestados por funcionários do prédio onde as vítimas viviam. Segundo a polícia, um terceiro rapaz vivia há quatro meses no apartamento. Mas ainda não foi localizado.

DESPEDIDA

O corpo do modelo será levado à cidade de Rodeiro, Zona da Mata mineira, onde mora a família. Bozola foi enterrado nesta terça-feira, 23, em Igarapava, interior de São Paulo.

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CRIME

Modelo Murilo Rezende, 21,
é assassinado em São Paulo

É com pesar que o Fast-food(e) noticia a morte do modelo Murilo Rezende, 21, assassinado na madrugada desta terça-feira, 23, em São Paulo. O corpo foi encontrado no sexto andar do edifício na rua Oscar Freira, área nobre da capital, onde Murilo morava. O dono do imóvel, o analista de sistemas Eugênio Bozola, 52, também assassinado.

Murilo era mineiro de Rodeiro e fazia parte do casting da agência carioca 40 Graus Models. Estampou as capas das revistas “Junior” e “Sensitif”, estrelou a campanha da Rufskin e fotografou editoriais para “Tatler” e “QUEM” — neste, posou nu ao lado de Sabrina Sato, no carnaval.

Ele foi eleito Mister Piauí 2011 e ficou em sexto lugar no concurso Mister Brasil deste ano. Na página do concurso, uma nota foi publicada em homenagem ao modelo.

– “Para todos os candidatos e organizadores do Mister Brasil 2011, fica a imagem do teu sorriso, as lembranças de um cara bom, disciplinado, camarada, querido por todos. Murilo, siga teu caminho com muita luz e amparado por Deus.”

DUPLO HOMICÍDIO

Tanto Murilo quanto Bozola foram assassinados a facadas. Segundo a polícia civil, eles viviam juntos há quatro meses. A polícia suspeita que uma terceira pessoa tenha matado os dois e depois fugido com o carro de Bozola, um Honda Civic, que ainda não foi encontrado.

O CRIME

Os corpos tinham ferimentos e há indícios de luta corporal. Também havia muitas manchas de sangue nas paredes e portas do apartamento, e marcas com as iniciais “CV”.

Os corpos foram encontrados pela diarista, quando ela chegava para fazer faxina no apartamento. Bozola estava caído na cozinha, com um ferimento na região do pescoço, e Murilo no quarto, com um saco plástico na cabeça.

O carro de Bozola, um Honda Civic, foi levado da garagem do prédio, que não possui câmeras de segurança. Manchas de sangue também foram encontradas na garagem.

A principal testemunha do caso é o porteiro que trabalhava no turno da madrugada. A polícia quer saber a que horas o carro deixou a garagem e quem estaria no veículo.

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